segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Trabalho e Cesta Básica

O que é trabalho e o que ele gera?
Trabalhar, é associado basicamente à transformação da natureza em produtos ou serviços, portanto em elementos de cultura. Assim, trabalho é qualquer esforço realizado que reflita, crie ou coordene algo no espaço.

Ao longo da história, o trabalho assumiu diversas formas. Para Karl Marx, por exemplo, o trabalho é fruto da relação do homem com a natureza, e do homem com o próprio homem, é o que nos distingue os animais e move a História.

Quem trabalha, deve receber salário. O único caso onde isso não acontece é em trabalhos escravos, que são ilegais. Trabalhadores, sejam de onde sejam, produzem seu próprio custo, para sua sobrevivência. Mas acabam por produzir algo a mais, refletindo resultados sociais. Por exemplo, professores, além de produzirem seu próprio dinheiro, refletem conhecimento na vida de seus alunos e os ajudam a crescer. Médicos também fazem isso: além de receber seu salário médio de 8 mil reais, ajudam as pessoas a se curarem e salvam vidas.

Jornada de trabalho atualmente
Além da diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,ainda é reivindicado a ratificação das convenções 151 e 158 da OIT ,que respectivamente assegura data-base ao funcionalismo público e proíbe a demissão imotivada.Para o início de junho está marcada a entrega do abaixo-assinado que pleiteia tais medidas ao Congresso Nacional.
Com uma jornada de trabalho adequada aos trabalhadores, com certeza haverá uma maior geração de emprego, pois além de uma regularização e uma maior organização, de certa forma, mais pessoas vão concordar com essa jornada, além de haver mais tempo para outras pessoas trabalharem.

Valor da cesta básica
o valor da cesta básica teve um aumento em dez de 17 capitais do Brasil em relação ao mês anterior segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)

Os maiores aumentos foram em:
Florianópolis : 3.57%
Porto Alegre: 3.01%
Rio de Janeiro: 2.76%

As cestas básicas mais caras:
Porto Alegre: R$ 245,86
São Paulo: R$ 229,89
Vitória: R$ 226,02

As cestas básicas mais baratas:
Aracaju:R$164.50
Fortaleza: R$ 172,47
João Pessoa: R$ 173.98

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Greve dos Professores

Desde 11 de fevereiro passado, os professores declararam estado de greve, insatisfeitos com as negociações mantidas com a administração municipal. Segundo Gardênia Baima, da direção colegiada do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), a principal reivindicação é o pagamento do piso salarial que foi mantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente fixado em R$ 1.597,87. A Prefeitura de Fortaleza, segundo Gardênia, paga R$ 1.003,00.

Além do pagamento do piso, a pauta conta ainda com reivindicações por eleições diretas para diretores das escolas municipais, correção do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), prestação de contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

É totalmente justa a greve feita pelos educadores, pois já que foi estabelecido pelo STF um piso salarial, é porque abaixo daquilo a vida ficará difícil para quem tem que ensinar todos os dias e multiplicar seu salário através de 3 turnos diários. A Prefeitura de Fortaleza não querer pagar e nem o Estado do Ceará, mostra o alto nível de desrespeito com os professores e corrupção que há no governo. Há dinheiro de sobra para se fazer investimentos desnecessários, mas para aumentos de salários, colocar em dia obras necessárias e resolver outras questões sérias da sociedade, não há.

Programa Brasil Sem Miséria

O plano de erradicação da pobreza extrema do governo federal promete reciclar, fortalecer e redirecionar políticas sociais já criadas para tentar, até 2014, tirar 16,2 milhões de pessoas da miséria e elevar a renda mensal de até R$ 70 de cada integrante das famílias incluídas no programa Brasil Sem Miséria. O plano, chamado de 'Brasil sem Miséria', é considerado a mais importante aposta da gestão da presidente Dilma Rousseff.

O governo disse apenas que, sozinha, a União deve desembolsar cerca de R$ 20 bilhões anuais, afora contribuições financeiras de Estados e cidades. O plano articula dezenas de ações que serão gerenciadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social, mas perpassarão outras pastas, como Desenvolvimento Agrário, Saúde e Educação.

A previsão é que 30 mil pessoas sejam atendidas neste ano, informou a ministra. As ações vão começar pelo estado da Bahia, onde está concentrada grande parte da população pobre (2,4 milhões), a maioria na área rural.

Até então, para o bolsa família, as famílias só podiam receber valores correspondentes a, no máximo, três crianças (R$ 32 para cada uma), independentemente do número de filhos. A partir de agora, a quantidade máxima passará a ser cinco. Para a ministra, o que o governo está fazendo "é investir no seu maior patrimônio, o povo brasileiro. Muito já foi feito até aqui", comentou, mas essa é "uma herança triste do Brasil que vem de 500 anos e que teve marcas lamentáveis como a escravidão".

OIT e a variação de jornada de trabalho no mundo

No mundo: Cerca de 22% da força de trabalho no mundo, o equivalente a 614 milhões de pessoas, trabalha mais de 48 horas semanais, considerado o limite razoável por organizações mundiais do trabalho. Porém, a tendência global de trabalho é seguir as 40 horas semanais, e que o limite aceitável são o de 48 horas, que não é praticado por 22% da população mundial. Peru, Coréia, Tailândia, Paquistão, Etiópia são os países em que mais pessoas ultrapassam esse limite: 40% dos trabalhadores. No Brasil, 19% da população ultrapassa as 48 horas.

No Brasil: Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, em 2008 a população ocupada de 16 anos ou mais de idade trabalhou uma jornada média semanal de 40,8 horas. Apesar da média ser mais reduzida que o limite fixado na lei, houve um contingente expressivo de ocupados cujas jornadas semanais superavam este limite. Pouco mais de 33% trabalhavam uma jornada superior às 44 horas semanais e 19% trabalharam uma jornada superior a 48 horas, enquanto 23% trabalhavam menos de 35 horas por semana.

Trabalho Infantil no Brasil e no Ceará

No Brasil: Segundo o IBGE, mais de 5 milhoes de jovens entre 5 e 17 anos de idade trabalham no Brasil, apesar de a idade minima para se trabalhar,segundo lei,seja de 16 anos de idade.Ao abandonarem a escola, ou terem que dividir o tempo entre a escola e o trabalho, o rendimento escolar dessas crianças é muito ruim, e serão sérias candidatas ao abandono escolar e consequentemente ao despreparo para o mercado de trabalho, tendo que aceitar sub-empregos e assim continuarem alimentando o ciclo de pobreza no Brasil.

Sabemos que hoje em dia, a inclusão digital (Infoinclusão) é de extrema importância. Além da conclusão do ciclo básico de educação, e da necessidade de cursos técnicos, e da continuidade nos estudos, o computador vem se tornando fundamental em qualquer área de trabalho.Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE, 5.482.515 crianças entre 5 e 17 anos trabalhavam no Brasil em 2001. Dessas, 2.231.974 crianças (40%) tinham menos de 14 anos.

No Ceará: Segundo o IBGE, o Ceará é o 3° estado brasileiro no ranking do trabalho infantil, ficando atrás apenas do Piauí e Tocantins. O percentual de crianças de cinco a 17 anos ocupadas no Estado é de 13,59%. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de setembro do ano passado, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2009, o Ceará mantinha 293 mil crianças e adolescentes, na faixa etária de cinco a 17 anos.




segunda-feira, 30 de maio de 2011

Buraqueira Fortalezense

Os buracos em Fortaleza são um grande problema social da cidade. Por toda parte há buracos, motoristas reclamando, carros quebrados e acidentes acontecendo. Enquanto a prefeitura faz a "Operação Tapa-Buracos", os buracos aparecem mais rápido que sua eficiência.

Assim, a cidade continua cheia de buracos, acidentes e pessoas reclamando.

Segundo a prefeitura, não há fundos suficientes para aumentar a velocidade da operação, mas o que se vê são desvios de verbas e luxo para os administradores.

A corrupção reina sobre a cidade, e os buracos são seus primeiros ministros. A sociedade é o bobo da corte.

Questões sobre Bauman

1- O que são inquietações existenciais?
São as questões que fazemos sobre nossa existência, e que não podem ser realmente respondidas. Por exemplo, "por que vivemos?", "Qual a razão entre nossa existência?"

2- Qual o paradigma de certeza na sociedade moderna?
Nós nos encontramos num momento de "interregno": velhas maneiras de fazer as coisas não funcionam mais, modos de vida aprendidos e herdados já não são adequados à conditio humana do presente, mas também novas maneiras de lidar com os desafios da contemporaneidade ainda não foram inventados, tampouco adotados.
Não sabemos quais formas e configurações existentes precisariam ser "liquefeitas" e substituídas. Diferentemente de nossos ancestrais, não temos uma noção clara de "destinação", nem do que seria, de fato, um modelo de sociedade global, economia global, política global, jurisdição global... Assim, nossa sociedade não possui formas e certeza específicas. Há na verdade uma incerteza e divergência de opiniões.

3- O que justifica a descartabilidade na sociedade moderna?
O jeito que as pessoas formam-se como pessoas, para servir a um propósito. Nisso, procuram um propósito em suas vidas para atender a demandas e reciclar habilidades e características que possam ser úteis até certo ponto. Passando disso, podem ser descartadas.

4- Somos modernos ou pós modernos?
Segundo Bauman, somos modernos . Pois, apesar das vidas modernas diferirem em vários aspectos, mas o que as uni é sua fragilidade, fugacidade, pudor para mudanças constantes. Mas o que significa ser moderno? Ser moderno significa mudar compulsivamente, não tanto "ser", mas "estar se tornando", permanecendo incompleto e subdefinido. Que é o que ocorre com nosso mundo, por causa da globalização e até mesmo por causa do ocidentalização.

5- A partir de Bauman cite três pontos que justificam o capitalismo nos dias atuais...
O capitalismo cria problemas, não os resolve. Tem apetite pela novidade. E grande ganância que há em cada um, e que já não pode ser mais o único ponto de sustentação.